A Catedral da Madonna Achiropita de Rossano remonta aos séculos IX-12, embora tenha sofrido numerosas alterações ao longo do tempo. Construída sobre uma construção anterior da era bizantina, a Catedral abriga um ícone da Madona Achiropita, que se encontra num nicho do lado direito da nave.A Madona Achiropita, literalmente "não pintada pela mão humana", tem sido venerada desde o século XII. Lendas e tradições giram à sua volta. A primeira diz que o ícone foi encontrado pelo director da igreja no dia seguinte a uma mulher de extraordinária beleza rodeada por uma luz deslumbrante o ter induzido a abandonar o edifício sagrado que ainda se encontrava em construção. A outra conta que durante a construção da igreja, quando se tratou de pintar o ícone a ser dedicado à Mãe de Deus, a imagem feita pelos artistas bizantinos desapareceu, miraculosamente substituída pelo Ícone Achiropita.O edifício é composto por três naves, mais uma quarta constituída por quatro capelas e um apsidiole. A igreja é um verdadeiro testemunho da história da diocese: nela encontramos obras e artefactos de todas as épocas que foram encomendados pelos vários bispos do distrito ao longo dos séculos. Desde os mosaicos bizantinos no chão do altar, até às pinturas murais do Maestro Capobianco do início do século XX, e os fabulosos mármores encomendados no início do século XVIII pelo Bispo Adeodati, incluindo o altar onde é colocado o ícone da Madonna Achiropita.A fachada, destruída no terramoto de 1836, foi reconstruída em duas fases, assim como a torre do sino à esquerda do edifício.A Catedral acolheu o rito grego até 1460, quando o Arcebispo Saraceno decretou a passagem para o rito latino.