O processamento, típico do Vale de Arda na zona de Piacenza, envolve o corte aproximadamente cilíndrico da carne entre a articulação da cabeça e a quinta a sexta costela do lombo de porco. A maturação varia de seis meses a um ano. Pode ser enfiado na bexiga de um porco ou no intestino de bovino. A sua origem está ligada à tradição familiar transmitida nas quintas das planícies, onde esta carne curada era considerada um dos produtos mais apreciados, para ser consumida em dias de festa ou para presentes particularmente importantes. Há muito tempo no campo, coppa era até uma espécie de bónus: os proprietários de terras ofereciam fatias aos ceifeiros como incentivo para trabalharem mais arduamente. Em 1800 há testemunhos escritos sobre o Coppa produzido no Alto Val Nure e Val Trebbia, na zona de Piacenza, outrora conhecido pelo termo "Bondiola", que, segundo fontes napoleónicas, "nada mais é do que o esfoliante do porco curtido com cerca de 11 gramas de sal, 39 de pimenta, 13 de canela em pó, 6 da mesma droga em cana e 6 de cravo-da-índia para cada peso, depois embrulhado numa pele de sebo, e bem atado". Um outro testemunho, datado de 1859, e relacionado com a cidade de Bobbio, nos altos Apeninos, recorda como "neste distrito a carne de porco é muito mais saborosa do que em qualquer outro lugar, e os salames e a chamada Coppa di Bobbio, que são enviados como presentes para países distantes, são muito valiosos. Isto deve-se, creio eu, à farinha, fruta e legumes em geral que servem de alimento para estes animais e que são mais saborosos e aromáticos ali".
Coppa piacentina é distinguida desde 1996 pela DOP - Denominazione di Origine Protetta - que cobre o território da província de Piacenza a uma altitude inferior a 900 metros. As áreas de maturação mais importantes são Pianello Val Tidone, Bettola, Carpaneto Piacentino, Gragnano Trebbiense e Lugagnano Val d'Arda.