Os beneditinos, a primeira ordem religiosa a estabelecer-se firmemente no Brasil, fundaram este magnífico mosteiro e igreja no topo da colina em 1590, a norte do centro da cidade. A Igreja Bacial é uma das mais belas igrejas do Rio de Janeiro - se não a mais bela - e um dos principais monumentos do barroco luso-brasileiro. A construção da igreja começou em 1633 e durou mais de cem anos, com as obras a serem concluídas em 1798 - pequenas mudanças ocorreram mais tarde. A fachada da igreja é muito simples, contrastando com a riqueza do seu interior. Os trabalhos de talha dourada foram realizados entre 1694 e 1734.
A igreja e o edifício do mosteiro são o trabalho de quatro monges do século XVII: Frei Leandro de São Bento e Frei Bernardo de São Bento Corrêa de Souza, arquitectos, Frei Domingos da Conceição da Silva, escultor e Frei Ricardo do Pilar, pintor. Vale também a pena mencionar o Mestre Inácio Ferreira Pinto, grande escultor e escultor da capela-mor na segunda metade do século XVIII. A Igreja da Abadia compreende especialmente uma nave central, em frente da qual se encontra a capela-mor, integrada pelo altar-mor, o coro (lugar onde os monges passam os seus momentos de oração) e o trono onde, no último degrau, se encontra a imagem da padroeira do Mosteiro, Nossa Senhora de Monserrate.
À esquerda dos que olham para o altar-mor está a Capela do Santíssimo Sacramento e, em sequência, os altares de São Mauro, Nossa Senhora do Pilar e São Caetano. À direita estão os altares de Nossa Senhora da Conceição, São Lourenço, Santa Gertrudes e São Brás. Junto à porta de entrada estão as "falsas capelas" de Beata Ida de Louvain (à esquerda ao sair) e Santa Francisca Romana (em frente).