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Museu Nacional da Etiópia: Lucy e os Tesouros de Adis Abeba — 185 Haile Selassie St
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Parques e jardins 📍 185 Haile Selassie St, Ethiopia

Museu Nacional da Etiópia: Lucy e os Tesouros de Adis Abeba

No subsolo do Museu Nacional da Etiópia em Addis Abeba, uma pequena vitrine de vidro abriga o que muitos consideram o achado paleontológico mais importante já encontrado: os restos fossilizados de Lucy, um esqueleto de Australopithecus afarensis que viveu há cerca de 3,2 milhões...

Photo · Rania N.

Museu Nacional da Etiópia: Lucy e os Tesouros de Adis Abeba — 185 Haile Selassie St, Ethiopia.

Local
185 Haile Selassie St
Categoria
Parques e jardins
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Museu Nacional da Etiópia: Lucy e os Tesouros de Adis Abeba - 185 Haile Selassie St | Secret World Trip Planner

No subsolo do Museu Nacional da Etiópia em Addis Abeba, uma pequena vitrine de vidro abriga o que muitos consideram o achado paleontológico mais importante já encontrado: os restos fossilizados de Lucy, um esqueleto de Australopithecus afarensis que viveu há cerca de 3,2 milhões de anos. Descoberta em 1974 na região de Afar pelo antropólogo Donald Johanson e sua equipe, Lucy representa cerca de 40% de um esqueleto completo — uma porcentagem extraordinária para um fóssil daquela antiguidade. Seu nome científico em amárico é Dinkinesh, que significa «você é maravilhosa», e esse detalhe por si só conta o quanto a Etiópia sente profundamente a conexão com esta ancestral da humanidade.

Museu Nacional da Etiópia: Lucy e os Tesouros de Adis Abeba - 185 Haile Selassie St | Secret World Trip Planner

O museu está localizado no bairro de Sidist Kilo, no coração de Addis Abeba, dentro do campus da Universidade de Addis Abeba. O edifício, que remonta à época imperial, abriga coleções que vão da pré-história à era moderna, distribuindo-se por quatro andares que seguem um percurso cronológico. Entrar significa atravessar milhões de anos de história humana em poucas horas, passando dos achados paleontológicos do andar inferior aos objetos da corte imperial etíope nos andares superiores.

A coleção paleontológica e os restos de Lucy

O andar inferior é inteiramente dedicado à paleontologia e à pré-história. Aqui, além dos restos de Lucy, estão expostas moldes e reconstruções que ajudam a contextualizar a importância da descoberta. Os visitantes podem observar de perto os ossos originais — ou suas réplicas fiéis, uma vez que os originais são periodicamente conservados em condições controladas — e ler painéis explicativos que descrevem as características anatômicas que tornam Lucy um elo fundamental na compreensão da evolução humana. Sua estrutura óssea demonstra que ela caminhava ereta, antecipando em milhões de anos o desenvolvimento do cérebro humano moderno.

Ao lado dos achados de Lucy, a seção expõe ferramentas de pedra da Idade da Pedra encontradas em várias regiões etíopes, além de fósseis de fauna pré-histórica africana. Para quem tem um interesse mesmo que superficial em antropologia, esta seção requer pelo menos quarenta minutos de atenção para ser apreciada em sua totalidade.

Artefatos aksumitas e a herança do reino cristão

Subindo para o próximo andar, o museu apresenta aos visitantes a civilização aksumita, um dos grandes reinos da antiguidade africana que atingiu seu auge entre o I e o VII século d.C. As vitrines contêm moedas aksumitas em ouro, prata e bronze — algumas das primeiras moedas cunhadas na África subsaariana — além de inscrições em ge'ez, a antiga língua litúrgica etíope ainda em uso na Igreja ortodoxa. Também estão expostos objetos rituais, cerâmicas e decorações arquitetônicas que documentam uma civilização capaz de comerciar com Roma, a Arábia e a Índia.

Particularmente notáveis são as estelas em miniatura e os modelos que reproduzem os célebres obeliscos de Aksum, permitindo aos visitantes compreender a grandiosidade de uma arquitetura monumental que ainda hoje caracteriza a cidade de Aksum, no norte do país. Esses objetos estão expostos com legendas em amárico e em inglês, tornando a visita acessível também aos turistas estrangeiros.

As salas da corte imperial

Os andares superiores abrigam a coleção etnográfica e os regalias imperiais, ou seja, os objetos pertencentes à corte dos imperadores etíopes, incluindo objetos associados a Haile Selassie I, que reinou até 1974. Tronos revestidos, trajes cerimoniais, armas decoradas e retratos oficiais compõem um ambiente que transmite o peso simbólico da monarquia etíope, uma das instituições reais mais antigas do mundo. Nas salas etnográficas estão reunidos trajes tradicionais, instrumentos musicais e objetos do dia a dia provenientes das numerosas etnias que compõem a sociedade etíope, desde as comunidades oromo até os afar, dos amhara aos tigrinya.

Esta seção requer tempo e atenção porque a variedade dos objetos expostos é considerável: quem se apressa corre o risco de perder detalhes significativos, como os tecidos bordados à mão ou as joias em prata das populações do sul do país.

Dicas práticas para a visita

O museu está aberto todos os dias, com horários que tipicamente vão da manhã até o final da tarde — é recomendável verificar os horários atualizados diretamente no local ou através de contatos locais, pois podem variar. O melhor momento para visitar é de manhã cedo, quando os grupos escolares ainda não preencheram as salas e a luz natural ilumina melhor as vitrines. O ingresso tem um custo acessível, com tarifas diferenciadas para estrangeiros e cidadãos etíopes. Para chegar ao museu, os táxis azuis e os minivans locais que passam por Sidist Kilo são as opções mais práticas a partir do centro da cidade. Calcular pelo menos duas horas e meia para uma visita completa é realista; quem quiser se aprofundar na seção paleontológica pode facilmente passar meio dia lá.

É recomendável levar uma garrafa de água, pois dentro nem sempre há uma cafeteria disponível. Por fim, a fotografia é geralmente permitida nas áreas expositivas principais, mas é uma boa prática pedir confirmação ao pessoal antes de fotografar os itens mais delicados.

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