A montagem do Studium foi decretada pelo Imperador Frederick II da Suábia a 5 de Junho (5 de Julho de acordo com algumas fontes) 1224 através de uma carta circular (generalis lictera) enviada de Siracusa. Uma vez que foi criada por ordem do próprio imperador, a Universidade de Nápoles é absolutamente considerada a primeira universidade secular na Europa de tipo estatal (ou seja, não fundada por guildas ou associações de intelectuais ou estudantes, mas em virtude de um decreto soberano).Houve duas razões principais que levaram o imperador a construir o Studium: primeiro, a formação exclusiva do pessoal administrativo e burocrático do registo da cúria (a classe dirigente do reino) e, portanto, a preparação de juristas que ajudariam o soberano na definição do sistema do Estado e na execução das leis; segundo, facilitar aos seus súbditos a educação cultural, evitando-lhes viagens inúteis e dispendiosas ao estrangeiro.A escolha da sede recaiu sobre Nápoles por razões não só culturais (a cidade tinha uma longa tradição a este respeito, ligada à figura de Virgílio, que é explicitamente recordada num documento da época), mas também geográficas e económicas (o comércio marítimo, o clima ameno e a posição estratégica dentro do Reino foram, em certa medida, decisivos). A organização do Studium contou com o trabalho de dois eminentes juristas da Campânia: Pier delle Vigne e Taddeo da Sessa.