> forte> A SARCOPHAGUS
O sarcófago do
O ANCIENTE APSE DE CONSTANTINA (visível sob uma folha de vidro) estava na extremidade oeste da primeira basílica e continha a tumba. Com o aumento do número de peregrinos no final do século IV, o imperador Teodósio decidiu construir uma basílica maior. O túmulo foi deixado na sua posição original mas a orientação do edifício foi invertida (ver a secção “ História da basílica”).
A MEMÓRIA DE TRÊS PEDIDOS DE MARBILHA (2,12 m por 1,27 m) datada do século IV com a dedicação PAVLO APOSTOLO MART(YRI), a Paul Apostle mart(yr), é posicionada horizontalmente dentro do altar papal cerca de 40 cm acima do sarcófago. Uma grelha no lado leste do altar permite vê-lo. Há uma cópia da pedra na pinacoteca. Tem três orifícios, possivelmente ligados à antiga prática de verter perfumes em túmulos ou com o costume de baixar objectos para fazer contacto com o sarcófago, criando assim relíquias de contacto. A CIBORIUM (ou BALDACHIN) O cibório construído por Arnolfo di Cambio em 1285 ergue-se sobre o altar papal. De pé sobre quatro colunas de pórfiro, ele cobre o túmulo de São Paulo e empresta dignidade e beleza ao altar da confissão. Nos quatro cantos erguem-se estátuas dos Santos Paulo, Pedro, Timóteo e Benedito. Num dos oito relevos da parte superior do cibório está a imagem do abade Bartolomeu que encomendou a obra; ele oferece o cibório a São Paulo. O grande arquitecto toscano Arnolfo criou uma série de linhas verticais que se elevam a Deus como incenso perfumado (cf. Salmo 141:1). Os materiais preciosos empregados expressam a glória da vida e morte de São Paulo que confessou Cristo mesmo ao derramamento do seu sangue.
A ARCH TRIUMPHAL em honra de São Paulo, “ médico das nações” foi iniciada pelo imperador Teodósio no ano 386 e completada pelo seu filho Honório.
De acordo com a inscrição colocada acima: «TEODOSIUS CEPIT PERFECIT ONORIUS…» (Theodosius iniciou e Honorius terminou a Igreja). O mosaico foi dado por Galla Placidia, filha de Teodósio, por ocasião da restauração promovida pelo Papa Leão o Grande, na sequência do terramoto de 442. A inscrição no arco diz: “PLACIDIAE … PONTIFICIS … LEONIS” (Placidia regozija-se por ver a obra do seu pai brilhar em toda a sua beleza, graças ao zelo do Papa Leão). No centro, Cristo está rodeado pelos seres vivos que simbolizam os quatro evangelistas e pelos vinte e quatro anciãos do Apocalipse. Do lado esquerdo do arco, São Paulo indica o seu túmulo debaixo do altar, e do lado direito está São Pedro. Estes mosaicos foram danificados pelo fogo mas restaurados em 1853. O arco é apoiado por duas colunas de granito (14 m de altura) sobrepostas por capitéis iónicos. Na parte de trás do arco triunfal encontram-se os fragmentos restantes do mosaico de Cavallini (século XIII) que se encontrava na antiga façade da basílica. No centro estão as palavras: GREGORIUS XVI OPUS ABSOLVIT AN 1840, confirmando a conclusão da primeira etapa da reconstrução e a consagração papal do altar da confissão.
A CADEIA
De acordo com a tradição, amarrou São Paulo ao soldado romano que o guardava durante a sua prisão domiciliária enquanto aguardava o seu julgamento. Durante esse período ele continuou a ensinar e a escrever. “Lembre-se das minhas correntes!” (Colossenses 4:18).
O CANDELABRO ORIENTAL
Escrito em 1170 por Pietro Vassalletto e Nicolò d’Angelo, o candelabro é uma das melhores peças de escultura romana da viragem dos séculos XII e XIII. É um esplêndido exemplo do trabalho de mestres que iniciaram uma tradição escultórica particularmente importante em Roma. Utilizada para segurar a vela pascal durante a Vigília Pascal, é uma coluna monolítica de mármore notável pelas suas dimensões (5,6 m de altura) e pela riqueza das suas decorações. Conserva algumas inscrições em latim de legibilidade variável. Decifrada e traduzida, uma delas proclama a finalidade do candelabro e da vela pascal. A mensagem ainda hoje é verdadeira: “ à medida que a árvore dá fruto, assim eu trago a luz e trago presentes; à medida que Cristo ressuscitou, eu proclamo alegria e coloco tais dons em homenagem”. Sobre uma base onde leões, carneiros, esfinge e figuras femininas se alternam, o candelabro ergue-se em sete divisões. A primeira, quinta e sexta apresentam arabescos de vegetação e estão divididos por três faixas que ilustram a paixão, morte e ressurreição de Cristo.
O próprio castiçal está no cume e é sustentado pela alternância de leões e águias que recordam a tradição cristã primitiva e o estilo românico. O candelabro foi completamente restaurado no ano 2000.