É uma composição imaginativa e opulenta, rica em camadas, sabores e aromas. O capão magro é semelhante a um rolo de carne de peixe e vegetais, amalgamado com salsa verde e disposto sobre galetas salgadas embebidas em água e vinagre, guarnecido com camarão e camarão. Tem normalmente uma forma cónica para o elevar em altura e na família é normalmente preparado nos dias que antecedem a Páscoa. O antepassado do cappon magro é o capponalda ou capponada, um aperitivo frio que combina legumes com a galette do marinheiro, ou seja, o pão de biscoitos de longa duração que outrora era a comida diária das tripulações dos navios. É uma receita rápida preparada pelo cozinheiro do navio, de modo a não utilizar panelas durante o rolo do navio. O cappun magru (em dialecto) nasceu assim da inventividade de marinheiros empreendedores e "gastrónomos" para reciclar restos de cozinha: vegetais já cozidos, restos de sopa de peixe incluindo capão. O capão na Ligúria não é o capão, mas sim o peixe escorpião vermelho. A origem do nome perde-se no tempo e pode ser razoavelmente ligada aos ingredientes que o compõem: a partir do nome do peixe na base da preparação, ou da expressão capón de galera, que indica o caboz embebido em água e vinagre, o seu outro ingrediente principal.Para provar o capón de galera, Génova é certamente a cidade que oferece mais locais de encontro, onde se podem ter experiências gastronómicas surpreendentes entre tradição e reinterpretação, passado e presente.