Devido à sua esplêndida disposição arquitectónica, à majestade dos quartos, divididos em zonas servis e nobres, e às ricas decorações de parede, a chamada Villa de Poppea é considerada uma das residências mais suntuosas da área vesuviana. A residência, rodeada de grandes jardins, tem, entre outras coisas, um bairro termal; há também salas produtivas, como aquela onde as uvas eram prensadas para a produção de vinho. Os frescos, em perfeito estado de conservação, são os melhores sobreviventes do mundo romano; portas e colunas falsas, relacionadas com a arquitectura actual, criam assim jogos de perspectiva e correspondências entre o real e o imaginário.As escavações de Oplontis estão localizadas no centro da moderna cidade de Torre Annunziata.O nome Oplontis só é atestado na Tabula Peutingeriana, uma cópia medieval de um antigo mapa das estradas existentes em Itália na época do Império Romano. Neste mapa, o topónimo Oplontis indica certas estruturas localizadas entre Pompeia e Herculano.Assim, uma série de achados arqueológicos foram atribuídos a Oplontis, que na realidade estão relacionados com uma área suburbana de Pompeia: uma vila residencial, a vila de 'Poppea'; uma vila rústica atribuída a L. Crassius Tertius, na qual, junto a numerosos corpos de vítimas da erupção, foi encontrada uma quantidade considerável de moedas de ouro e prata, juntamente com numerosas peças de joalharia fina; uma estrutura térmica, no Oncino, abaixo da actual Terme Nunziante, atribuída por A. Maiuri ao cônsul M. Crassus Frugi.O monumento principal, o único que pode ser visitado, é a Villa de Poppea, inscrita como Património Mundial da UNESCO: uma grandiosa construção residencial datada de meados do século I A.C., ampliada na era Imperial, estava a ser restaurada na época da erupção. É atribuída à Poppaea Sabina, a segunda esposa do Imperador Nero, mas de qualquer modo fazia parte do património familiar imperial.
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